A Câmara Municipal de Pombal vai avançar com obras de requalificação na envolvente da Ermida de Nossa Senhora da Guia, situada na vila da Guia, num investimento que ronda os 290 mil euros. A intervenção, recentemente adjudicada pelo Executivo Municipal, pretende valorizar o património histórico e religioso da região, devolvendo dignidade a um espaço atualmente degradado.
A área de intervenção abrange cerca de 830 metros quadrados e apresenta diversas patologias, desde estacionamento automóvel desordenado à acumulação indevida de resíduos por parte de alguns proprietários dos edifícios adjacentes. O projeto contempla a pavimentação da zona, melhoria das acessibilidades e reforço das condições de segurança.
As obras no espaço exterior terão início após a recuperação da própria Ermida, da responsabilidade da Fábrica da Igreja da Guia, que irá realizar uma intervenção no telhado e na cobertura, num investimento estimado em 170 mil euros, também com apoio da autarquia.
Datada de 1678, conforme inscrição gravada na verga de uma das portas, a Ermida de Nossa Senhora da Guia é um exemplo do património religioso da região. Apresenta uma planta longitudinal com nave única e capela-mor, sendo rodeada por um alpendre suportado por colunata toscana, típico das construções destinadas a acolher festas e romarias.
O edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), é considerado um dos marcos centrais da vila da Guia, em torno do qual cresceu a comunidade local.
Para o presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão, esta intervenção representa um passo importante na “preservação da memória e da identidade da região”. O autarca destaca que os imóveis religiosos são testemunhos vivos de séculos de história, tradições e crenças. Acrescenta ainda que a requalificação contribui para a valorização turística e religiosa do território, tornando os espaços atrativos não só para visitantes nacionais e internacionais, mas também como pontos de encontro da comunidade local.
“Locais bem conservados tornam-se polos de atração e de convívio, reforçando a coesão social”, afirmou Pedro Pimpão, acrescentando que “ao investirmos nestes pilares do nosso passado, estamos, na verdade, a construir um futuro mais rico e próspero para todos”.
